segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO!




RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."

Carlos Drummond de Andrade

Sejam merecedores deste ano lindo que está chegando!
Um beijo no coração, Isabella

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Sri Swami Satchidananda



Yogaville, 1990´s.

A sua grama é tão bonita quanto a do vizinho!

A primeira e principal razão de não ter inveja é que ela afeta a própria pessoa que está sentindo. Se você é invejoso, isso te afeta física/mentalmente. Em nenhuma maneira ajuda você ou a qualquer outra pessoa. Então, pelo menos pelo seu próprio bem, é aconselhável não ter este sentimento. Inveja, sua origem está no mecanismo da comparação. É um sentimento que mistura raiva e tristeza. O que há de negativo na inveja é a rejeição em algum momento do seu próprio tamanho, a sua incapacidade de acreditar ser capaz de também conseguir. Toda vez que você tem este tipo de sentimento, pense subitamente “ Será que isso não está me afetando? E quem está causando isso? Eu mesmo/a! Então, pelo meu próprio bem, eu devo parar”. É preciso buscar o que realmente somos e não vivermos em função do que os outros esperam de nós, libertando-se da opinião dos outros e dos valores impostos do que é ser feliz.
Se você tem inveja por ver alguém conseguindo algo que você não consegue, procure saber a razão. Por que aquela pessoa tem toda a atenção e progressão, crescendo bem em tudo que faz? Qual o segredo daquela pessoa em constante progresso? Por que o que o outro tem se torna alvo do que queremos ter? Por que o referencial do que devemos ter está sempre no outro e raramente dentro de nós? Pense nisso, ao invés de cômoda e preguiçosamente sentir inveja. Este tipo de ressentimento significa que os outros estão indo bem e você está se sentindo infeliz por isto. Se você realmente procurar entender, você pode perceber que esta pessoa tem boas atitudes na vida. Talvez ela não esteja correndo atrás das coisas; ela está contente com o que já tem. Assim, ela tem mais Fé e mais devoção. Ela se coloca na posição de receber. Ao perceber as boas qualidades das outras pessoas, você também desenvolverá essas características e sua vida será muito mais bonita. Automaticamente, quando você sentir esse contentamento, as coisas virão até você por elas mesmas. Assim, as pessoas também te notarão e você será admirado.

HARE OM!
Isabella

Todo mundo é necessário!

Apenas as pessoas medrosas ficam intimidadas. Se você não quer ser se assim, não se compare a outras pessoas. Você é o que você é! Todos são queridos e necessários para participar de todo o “drama”, a brincadeira cósmica. Todos. O rei é necessário, a rainha é necessária, o guardião é necessário, o herói é necessário, o vilão é necessário...não é verdade? Um jogo tem todos os personagens, todo personagem tem o seu papel. Provavelmente você está somente atuando a sua parte. Então, se você é um guardião de pé em frente ao portão enquanto o rei está sentado no trono, por que você precisa se sentir intimidado? Sem você, o jogo não pode ser jogado. Cada um faz o seu papel.
O que não é importante neste mundo? Nada! Deus nunca criou nada à toa, sem necessidade. Se você pensa, “Eu sou à imagem e semelhança do filho de Deus. Eu sou feliz por ser assim”, como alguém pode intimidar você? É sua própria noção errônea sobre você mesmo. Você pensa pequeno sobre você mesmo. Você não pensa que é um potencial divino. Você não lembra que é filho de Deus, criado por Deus. Levante-se, erga-se, faça uso deste seu legado e afirme a sua verdadeira natureza: “Eu sou o que sou. Eu não sou menos do que Deus, meu Pai.” Então, se alguém disser, “Ei, você é uma raposa” você dirá “Talvez você me veja assim. Mas você sabe que eu sou um leão.” Sim. É desse jeito. Ao notar a sua verdadeira essência, você se afastará desses problemas. Você é sempre o mesmo, eternamente. Você é uma alma imortal. Nada menos que isso. Todas as outras coisas são temporárias. Isso é o que chamamos de mais alto conhecimento.
(tradução de um vídeo do Sri Swami Satchidananda)
OM SHANTI SHANTI SHANTI!
Paz e Luz... Pense Grande!
Isabella


“Quando nasce, o homem é fraco e flexível.
Quando morre é forte e rígido.
Isso acontece com tudo.
As árvores e as plantas são macias e tenras quando novas; secas e duras quando morrem.
A firmeza e a resistência são sinais da morte.
A fraqueza e a flexibilidade, manifestações da vida. Assim, o homem que acredita na resistência de suas forças não conquista ninguém, e como uma árvore dura e rígida logo apodrecerá.
Portanto, o lugar do firme e forte é embaixo
E do macio e frágil em cima”. (TAO 76)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Discipline sua vida... Ever Rest!




Existem poucas pessoas que realmente querem alcançar algo além e estão dispostos a pagar o preço por isto. E o alto preço é disciplinar a vida.

Quanto de disciplina é necessário pra escalar uma montanha normal? E quanto mais disciplina é necessário pra escalar o Monte Everest? Aqui estamos tentando alcançar a maior de todas as montanhas: “Ever Rest” (do inglês Sempre Descanse, Relaxe).

Satchidananda não nos disse para sermos acomodados. Mas se não tivermos uma mente limpa para colocar em prática nossos objetivos e, assim, alcançá-los, não conseguiremos chegar ao topo da montanha!

Todos os grandes sábios e santos disseram: “Disciplina é necessário. Discipline sua vida. Controle sua mente.” Eles não são tolos.

Paz e beijo no coração, Isabella

JAI GANESHA!



Olha a tatoo da Rafa! Ficou linda :)

Andhan ko ankh det, kodhin ko kaya
Banjhan ko putra det, nirdhan ko maya
Surya shaam sharan aye, safal kije seva.

Jai Ganesh, jai Ganesh, jai Ganesh deva,
Mata jaki Parvati, Pita Mahadeva...

O que você ganhou?

Opressão e libertação estão dentro de você. Você se conecta, se junta e você tem que se liberar. Se você não quer partilhar algo e depende disso para chegar a felicidade, então você não é independente. E o que é independência? Não depender de nada, em momento algum.
Há alguns séculos, o ministro de um país de repente, entrou em espírito de renunciação e disse: "Eu não quero possuir mais nada. Eu só quero ser livre.” Então ele renunciou seu cargo e disse: “O céu é meu telhado, o mundo inteiro é minha casa e Deus é meu Pai”. Então ele se sentou em frente a um templo. Tinha sido um ministro muito bom, competente. Quando de repente ele deixou tudo, o rei ficou muito nervoso e mandou um mensageiro pedir ao ministro que retornasse ao seu cargo. Mas o ministro disse: “Não, não estou mais interessado neste trabalho”. Então o rei decidiu ir pessoalmente visitar o ministro. Ele encontrou onde o ministro estava sentado e parou em frente a ele: “Swami” e o ministro: “Sim”; então o rei: “Você me reconhece?” e ele respondeu: “Sim, eu o reconheço”. Então o rei: “Diga-me, o que o senhor ganha deixando tudo pra trás e ficar sentado aqui deste jeito?” O Ministro olhou para o rei e disse: “Até ontem eu estava em pé, assim como você está. Hoje eu estou sentado e você está em pé. Esse é o primeiro ganho.”

Essa é a grandeza em renunciar uma vida egoísta. Você não terá medo de ninguém. Se você for honesto, você será sempre corajoso, sem medos. E se você for corajoso, você será poderoso. O Ego nunca te fará poderoso. Você pode parecer forte, mas nunca será verdadeiramente forte. As pessoas mais egoístas são as pessoas mais temíveis, porque estão constantemente com medo de ter seu ego ferido. Eles querem tudo sempre, a maneira deles; se algo lhes é negado, imediatamente eles se machucam. Mas uma pessoa altruísta, que é honesta e tem uma mente pura, é sempre muito poderosa. Não precisa se preocupar com ninguém.

(Satchidananda)

OM SHANTI SHANTI SHANTI!

SATYANANDA




Swami Satyananda Saraswati deixou, aos 86 anos, dia 5 de Dezembro 2009 à meia noite o seu corpo físico (mahasamadhi). Ele era um dos principais discípulos de Swami Sivananda.

O seu vasto legado continuará a influenciar positivamente a Índia e em particular o estado de Bihar e de Jarkhand (dois dos mais pobres), onde através do seu trabalho e dedicação, milhares de pessoas em centenas de pequenas vilas (completamente esquecidas pelo governo indiano) têm hoje uma vida melhor e são auto-suficientes.

Para a maioria de nós no Ocidente, a grandiosidade deste Homem, foi-nos revelada através da escola de Yoga que fundou, a Bihar School of Yoga e dos livros que escreveu, que apresentam o conhecimento milenar do Yoga de uma forma estruturada, profunda, académica, mas ao mesmo tempo acessível e extremamente prática.

O trabalho e missão do Swami Satyananda Saraswati, continuará a desenvolver-se nas mãos, cabeça e coração de todos os seus discípulos e de todos aqueles que foram tocados pela sua mensagem.


'A morte é o fim do capítulo, mas não do livro.' Swami Satyananda Saraswati

YOGA E MEDITAÇÃO



A parábola da lagoa
No fundo da lagoa que abastecia de água a aldeia Vajrakutir, havia um diamante. Dois homens resolveram procurar a valiosa gema observando a partir da superfície. A face norte da lagoa era assolada por ventos que encrespavam a superfície das águas. Do outro lado, na face sul, as montanhas protegiam-na dos ventos e a superfície era serena. Assim, o homem que tentou ver o fundo da lagoa pelo norte nada enxergou, pois havia uma barreira de turbulência entre ele e a pedra preciosa. Mas o que divisou pelo sul, conseguiu ver o fundo da lagoa e o tesouro que lá estava.

A lagoa é a mente. O diamante é o Púrusha, o Self, a Mônada. A superfície encrespada é a turbulência das ondas mentais (chitta vritti). A superfície serena corresponde à supressão da instabilidade da consciência (chitta vritti nirôdhah).

Praticando meditação, nosso objetivo é parar a mente e passar a fluir a consciência por outro canal, o do conhecimento direto ou intuição. Parando as ondas mentais, podemos ver o diamante no fundo de nós mesmos, ou seja, alcançar o autoconhecimento.

Extraído do livro Meditação e Autoconhecimento

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Aprenda a ser feliz com Satchidananda

AGRADEÇA SEMPRE!

Amanhã é o “Thanksgivin” – Dia de Ação de Graças, feriado americano e canadense em que devemos agradecer a Deus pelos bons acontecimentos do ano (é celebrado no último final de semana de novembro) e deu vontade de compartilhar com vocês. Engraçado o Govinda ter falado sobre gratidão este último módulo... Semana passada fizeram um “quiz” comigo e me perguntaram o primeiro pensamento ao acordar e o último, ao me deitar. A palavra que penso (algumas vezes verbalizo) nesses momentos: OBRIGADA! Simples assim... Nós temos tanto a agradecer, que se eu passasse o dia agradecendo, não seria suficiente. Algumas vezes eu faço uma listinha; em geral, vou da minha casa ao trabalho pensando nisso e contemplando o mar, enquanto estou no trânsito. Mas a palavra Obrigada por si só, basta.
Comece praticando aos poucos. Agradeça à moça que te entregou o pão na padaria. Agradeça um copo d´água que te servem. Ligue para algum amigo, agradeça por ele fazer parte da sua vida. Agradeça por ter mais um dia de vida. Agradeça o sol que te ilumina. Agradeça a comida que está em sua mesa diariamente, muitos não tem o que comer. Agradeça porque você tem um lar. Agradeça porque você tem que acordar cedo na segunda para trabalhar, muitos não têm o privilégio do emprego. Agradeça porque você pode ler este texto. Toda vez que pensar em reclamar de algo, mentalize um “obrigado/a”. O tempo e energia não serão desperdiçados, mas recompensados!
Se você começar a olhar o mundo com outros olhos, verá o quanto temos a agradecer. As pequenas coisas, os pequenos gestos se tornarão grandiosos.
Mando uma listinha pra ajudar a dar o primeiro passo... verá como se sentirá melhor e contente!
1) Agradeça por não ter: agradeça porque você ainda não tem tudo que deseja. Se você tiver, o que irá te mover? Isso é um grande combustível da vida.
2) Agradeça por não ter conhecimento pleno: seja grato por não saber algo, por ter a oportunidade de aprender sempre.
3) Agradeça as dificuldades e tribulações: “Depois da tempestade, vem a bonança” Agradeça os obstáculos, é com eles que crescemos.
4) Agradeça suas limitações: elas te dão oportunidade de improvisar e ser criativo!
5) Agradeço os desafios: cada novo desafio te ajuda a ser mais forte e desenvolve seu caráter.
6) Agradeça os erros cometidos: Eles te ensinarão grandes lições.
7) Agradeça por estar cansado: Se você estiver cansado, exausto, significa que você se esforçou.
8) Agradeça os problemas: gratidão pode tornar o negativo em positivo. Encontre uma maneira de agradecer pelos seus problemas e eles pode se tornar soluções, bênçãos!

É isso. Comece! Nós aprendemos a agradecer pelo que temos. Quando vivemos em gratidão, nós vemos os outros com amor e atenção amorosa.

“Se a única oração que você faz na vida é agradecer, você faz o suficiente.” Meister Eckhart

OBRIGADA POR SEREM TÃO ESPECIAIS PRA MIM!
Isabella

PLAY PLAY PLAY

Será que estou certa nessa filosofia de Satchidananda que o Govinda nos falou no último módulo?

PLAY, PLAY, PLAY (BRINQUE, BRINQUE, BRINQUE)

A origem do pensamento é a própria mente cósmica, a qual chamamos de Deus. Foi Deus que pensou na criação. Desde então, os pensamentos estão aqui. Enquanto existir a mente, existirão os pensamentos. A mente nada mais é do que um pacote de pensamentos. Até a idéia de procurar não pensar em nada é um pensamento. “Eu não quero pensar em nada” Não que estejamos fugindo dos pensamentos. O que queremos é ter os pensamentos certos, aqueles que não perturbem a mente. São dois tipos de pensamentos: pensamentos trabalhados e pensamentos descontraídos, que brincamos. Nos pensamentos elaborados ou trabalhados, você fica tenso, ansioso. Quando brincamos de pensar, aqueles pensamentos mais descontraídos, você fica relaxado. Então, tente converter todos os seus pensamentos em descontraídos. Brinque enquanto trabalha. Não que você deva ser relapso e fugir das suas responsabilidades, mão não haja sempre de forma amarrada! Deixe o pensamento fluir. Não há nada mais que você deva fazer na vida. Leve uma vida mais leve. Apenas “play, play, play” brinque, brinque, brinque!!!
A vida deve ser vivida sempre de maneira alegre!

A ARTE DE SER FELIZ

Acorde todas as manhã com um sorriso.
Esta é mais uma oportunidade que você
tem para ser feliz.
Seja seu próprio motor de ignição.
O dia de hoje jamais voltará.
Não o desperdice, pois você nasceu
para ser feliz!
Enumere as boas coisas que você
tem na vida.
Ao tomar consciência do seu valor,
você será capaz de ir em frente com
muita força, coragem e confiança!
Trace objetivos para cada dia.
Você conquistará seu arco-íris,
um dia de cada vez.
Seja paciente.
Não se queixe do seu trabalho,
do tédio, da rotina,pois é o seu
trabalho que o mantém alerta,
em constante desenvolvimento pessoal e profissional,
além disso o ajuda a manter a dignidade.
Acredite, seu valor está em você mesmo.
Não se deixe vencer, não seja igual, seja diferente.
Se nos deixarmos vencer, não haverá surpresas,
nem alegrias.
Conscientize-se que a verdadeira felicidade
está dentro de você.
A felicidade não é ter ou alcançar,
mas sim dar.
Estenda sua mão. Compartilhe.
Sorria. Abrace.
A felicidade é um perfume que você
não pode passar nos outros
sem que o cheiro fique um pouco
em suas mãos.
O importante de você ter uma atitude
positiva diante da vida,
ter o desejo de mostrar o que tem
de melhor,
é que isso produz maravilhosos
efeitos colaterais.
Não só cria um espaço feliz para o
que estão ao seu redor,
como também encoraja outras pessoas
a serem mais positivas.
O tempo para ser feliz é agora.
O lugar para ser feliz é aqui

Autor Desconhecido

PENSE NISSO E OTIMA QUARTA!
HARE OM!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O poder dos mantras

Como atuam os mantras? O som exerce um poderoso efeito sobre nosso corpo e nossa mente. E pode acalmar-nos e dar-nos prazer ou ter influência desarmoniosa, gerando uma sensação sutil de irritação. O mantra é ainda mais poderoso do que um som comum: é como uma porta que se abre para a profundidade da experiencia. Visto que os mantras não têm sentido conceitual, não evocam respostas predeterminadas. Quando entoamos um mantra, ficamos livres para transcender os reflexos habituais. O som do mantra pode tranqüilizar a mente e os sentidos, relaxar o corpo e ligar-nos com uma energia natural e curativa.

(Tarthang Tulku, A mente oculta da liberdade)

Baby yoga traz benefícios para mães e bebês

Michelle Achkar
Divulgação

Mães e bebês desfrutam dos benefícios do ioga juntos, fazendo as posturas adaptadas, como a da árvore

Depois da popularização da prática milenar da ioga, agora, uma nova versão vem ganhando mais adeptos: a baby yoga. Trata-se de aulas na companhia de bebês. Não que eles sejam orientados a fazer os ássanas, mas, sim, ajudam as mamães na realização das posturas.

"As mães estão percebendo que podem fazer atividades junto com seus bebês, como exercícios ou ir ao cinema", afirmou Katia Barga, instrutora de ioga desde 2005 e que se interessou pela prática com bebês enquanto ainda estava grávida da filha, que hoje tem um ano e sete meses.

Os benefícios são mútuos. Para as mães, ajuda na recuperação da boa forma no pós-parto, não apenas para restaurar a silhueta, mas também para fortalecer as costas, peito e períneo, além de trabalhar o realinhamento postural, proporcionar alívio de dores geradas pela amamentação e das tarefas diárias como a de carregar o bebê.

A prática também ajuda a reduzir as tensões, auxilia no equilíbrio hormonal e mental, além de aprofundar o vínculo de mãe e bebê. "Nos bebês, previne as cólicas, ajuda a conquistar um sono mais profundo, estimula a flexibilidade natural, além do desenvolvimento psicomotor", afirmou Ana Paula Malagueta Gondim, professora há oito anos e instrutora de gestantes e de preparação para o parto, assim como no pós-parto com as mamães e bebês.

Mesmos princípios
"Na Índia, berço da filosofia, já vem sendo praticado há milênios pelas famílias que seguem as rotinas do Ayurveda, como a shantala (massagem para bebês) e a ioga. É uma adaptação para uma necessidade e um público específico, como acontece no trabalho para gestantes, terceira idade ou deficientes visuais", afirmou Ana Paula. A diferença está no formato da prática e seu ritmo, mais livre e descontraído, mas não menos íntegro. As posturas são as mesmas, porém, integradas para que mãe e bebê pratiquem juntos. Assim como os mantras, os pranayamas (respirações) e todas as demais técnicas.

É possível começar as aulas com bebês a partir de um mês, mas alguns profissionais recomendam esperar até os dois ou três meses, quando eles estiverem começando a ficar mais firmes.

A vantagem de se iniciar as aulas com os filhotes bem jovens é que as mães vão se fortalecendo junto com os bebês. "Facilita em vez de começar a fazer os exercícios com uma criança mais pesada", disse Katia.

Na verdade, quem vai dizer se está pronto para praticar ioga com a mamãe é o próprio bebê, que deve se divertir e sentir-se relaxado nas aulas. "A mãe deve ficar atenta se ele não fica estressado durante os exercícios", afirma a instrutora e especialista em medicina comportamental Thais Godoy, que indica ioga para bebês a partir dos três meses.

E a prática pode ser feita até quando ele aceitar. "Não existe tempo certo, deve ser realizada enquanto a dupla funcionar bem", afirmou a instrutora. Para as mulheres, se o parto foi normal, a prática pode ser iniciada quando ela se sentir preparada, mas se foi por cesariana, é necessário aguardar pelo menos um mês. E não é necessário que a mãe tenha praticado ioga anteriormente.

Choro na aulas
Se os bebês não querem fazer todos os movimentos com as mães, são liberados para ficar brincando e, aqueles que já engatinham ou andam, ficam livres para se divertir enquanto as mulheres se exercitam, num cenário diferente das aulas apenas com adultos.

"O ritmo da prática é diferente e, muitas vezes, segue o ritmo do bebê. Se ele chora, indico que a mãe pare um pouco e veja do que ele precisa. E ela vai se acostumando a fazer as posturas com total concentração na ação realizada e ainda a ouvir atentamente as necessidades de seu filho, e isso é ioga. É atenção na ação, é aprender que a prática continua fora do tapetinho, durante 24 horas por dia. Por isso, digo que os choros, barulhos e brincadeiras não atrapalham em nada e sim são estímulos para fortalecer nossa concentração", disse Ana Paula.

A prática é feita sempre entre mãe e bebê. Por isso, no caso de gêmeos, será necessário convocar a participação do pai ou de um acompanhante nas aulas.

Antes de iniciar a prática, é indicado checar a qualificação do profissional, que deve ter se especializado no trabalho com gestantes e pós-parto. Segundo Ana Paula, o ideal é fazer aulas uma ou duas vezes por semana, com duração de 30 minutos a uma hora cada.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Dica imperdível - "Universo Índia"


Programação

SEXTA-FEIRA/ 18 DE SETEMBRO:

Coquetel de abertura da exposição sobre a Índia - 19h
- Exposição Retratos da Índia – acervo fotográfico com artefatos indianos por Ana Paiva
- Exibição de Vídeos
- Apresentações de Dança Indiana com Ana Paiva
- Tenda para venda de produtos
- Serviços de massagem Indiana/Quick
- Aplicação de Hena
- Sorteios
- Satsanga – Roda com música indiana

SÁBADO /19 DE SETEMBRO:

Atividades abertas ao público a partir das 9h

Aulas de Yoga abertas ao público:
9h00 Tantra Yoga
10h30 Yoga Integral

14h00 Sahaja Yoga

15h30 Kundalini Yoga

17h00 Dança Indiana - Aulão de dança
18h30 Dança (vivência de dança circular)

20h30 Satsanga – Roda com música indiana


E ainda:
Exposição Retratos da Índia por Ana Paiva * Apresentações * Palestras * Vídeos * Expositores * Aplicação de Henna * Massagem indiana * Sorteios

QUARTA /23 DE SETEMBRO:
19h Conversa aberta com Ana Paiva falando sobre sua exposição, experiência.
"Cultura Hindu: a cultura do espírito."


QUINTA /24 DE SETEMBRO:
19h Palestra “Ayurveda e imunidade - prevenções contra a Influenza H1n1” com o Terapeuta Ayurvedico José Luiz Azevedo

SEXTA/25 DE SETEMBRO:
19h Exibição do documentário “Caminhos do Yoga” filme e conversa com a instrutora de Yoga Flávia Bianchini sobre a prática de yoga e seus benefícios.

SÁBADO/26 DE SETEMBRO:
Atividades abertas ao público a partir das 9h

Aulas de Yoga abertas ao público:
9h00 Tantra Yoga
10h30 Hatha Yoga
14h00 Palestra: “A massagem como forma de tratamento” com Heliana B. Villela
15h30 Kundalini Yoga
18h30 Palestra sobre chackras com Janaina Shirazawa
20h30 Vivência de Biodanza -A Dança de Brahma


E ainda:
Exposição Retratos da Índia por Ana Paiva * Apresentações * Palestras * Vídeos * Expositores * Aplicação de Henna * Massagem indiana * Sorteios


QUARTA /30 DE SETEMBRO:
19h Palestra Ayurveda, a medicina indiana - “A ciência da Vida” com o Terapeuta Ayurvedico José Luiz Azevedo

QUINTA/ 01 DE OUTUBRO:
19h Palestra ”Conhecendo a Massoyogaterapia” com o instrutor de yoga Andreas Boss

SEXTA/ 02 DE OUTUBRO:
19h Exibição do filme indiano “Jodhaa Akbar” e conversa com Ana Paiva sobre a indústria de filmes indianos Bollywood.

SÁBADO/ 03 DE OUTUBRO:
ENCERRAMENTO - DIA ZEN
Atividades abertas ao público a partir das 9h

9h00 Aula de Yoga
10h30 Aula de Yoga integral
14h00 Palestra sobre Yoga e pranayamas seguido por uma aula de Kundalini Yoga
17h30 Apresentação de dança com Ana Paiva
18h00 Satsanga – Roda com música indiana

E ainda:
Exposição Retratos da Índia por Ana Paiva * Apresentações * Palestras * Vídeos * Expositores * Aplicação de Henna * Massagem indiana * Sorteios

Receita - Bolo de Chocolate integral

INGREDIENTES:

1 XÍC. DE LEITE DESNATADO
MEIA XÍC. DE ÓLEO DE CANOLA
4 OVOS
2 XÍC. DE AÇÚCAR MASCAVO
1 XÍC. DA FARINHA DE TRIGO INTEGRAL
1 XÍC. DE AVEIA EM FLOCOS
4 COLHERES DE SOPA DE SEMENTE DE LINHAÇA
4 COLHERES DE SOPA DE GRANOLA
1 COLHER DE SOPA DE FERMENTO EM PÓ
4 COLHERES DE ACHOCOLATADO EM PÓ
MEIA XÍC. DE CASTANHA DO PARÁ TRITURADA PARA ENFEITAR

PARA COBERTURA:

100 GRAMAS DE AMEIXA SECA SEM CAROÇO
2 COLHERES DE SOPA DE AÇÚCAR MASCAVO
1 XÍC. DE ÁGUA
1 CANELA EM PAU

Modo de preparo bolo:

Bata no líquidificador, o leite, ovos, a farinha de trigo, o açúcar mascavo, meia xícara de aveia em flocos, 2 colheres de semente de linhaça, o chocolate em pó e o fermento. Bata tudo até que fique com uma textura cremosa.
Despeje tudo numa tigela para acrescentar o restante dos ingredientes, da aveia e da linhaça e a granola. Misture suavemente até agregar os agrãos. Unte uma forma com óleo e polvilhe farinha de trigo. Pré-aqueça o forno em 180 graus. Deixe assar por média 25 minuos.

Modo de preparo do recheio:

Numa panela coloque água e o açúcar até levantar fervura. Coloque as ameixas e a canela e desligue o fogo quando estiver cremoso. Depois bata no liquidificador para ficar homogeneo (se necessário).

Quando o bolo estiver pronto, tire-o do forno espere esfriar e parta o bolo ao meio com o auxílio de uma linha e coloque parte do recheio, espalhando em todo bolo ( se quizer), depois tampe o bolo novamente com as duas partes e com o resto de recheio passe em cima como cobertura espalhando em todo o bolo e jogue as castanhas do para por cima espalhando-as.

Conteúdo para estudo

* Estudar do 7º ao 30º sutra do 1º livro

* Estudar do 5º ao 17º e 36º ao 45º do 2º livro

* Estudar todos os textos que foram entregues: Conheça o conhecedor e Pranayama.

*Tarefa para o préximo encontro: estudar sutra 30 do 4º livro e anotar uma dúvida, questionamento ou comentário.



Mensagem para reflexão:

"Saúde é seu direito e não doença
Força é sua herança e não fraqueza
Coragem e não medo
Bem-aventurança e não tristeza
Paz e não inquietação
Conhecimento e não ignorância
Possa você atingir essa Herança Divina e brilhar como o maior dos Yogis,irradiando Alegria, Paz e Conhecimento onde quer que vá.“

(Sri Swami Satchidananda)

terça-feira, 28 de julho de 2009

Conteúdo para estudo

* 3º Mês - 11 e 12 de Julho


- Estudar sutras do 2º livro ( Texto da Prática): n° 28; 29; 30; 31; 32; 33; 34; 35 e 36 - Pág 126 à 135.
- Estudar as apostilas
- Manter a prática do Hatha Yoga (Yoga físico). Saudação ao sol diariamente, mínimo 3x ao dia.
- Estudar todos os textos e sutras dos módulos anteriores.

domingo, 12 de julho de 2009

Flor de lótus



Uma imagem para nos inspirar.

Cuidar da Paz * (Roberto Crema)

Neste tempo-espaço de aceleração de processos transformacionais, locais e globais, a violência pode ser compreendida como um sintoma de uma humanidade enferma, em grande medida, num processo evidente de declínio, sob o peso de suas próprias contradições. Testemunhamos no século XX, perplexos e horrorizados, a duas guerras mundiais, com um intervalo de apenas 21 anos entre o término da primeira e o início da segunda. Entre outros cerca de três centenas de conflitos bélicos, tão dementes quanto, embora menores.

Como se não bastasse, iniciamos o novo milênio e o novo século, na leitura de muitos pesquisadores de cenários, na fatídica data de 11 de setembro de 2001, com a gélida face do terror. Um evento, trágico e redefinidor, que entra na história da comunicação, como o que mais constelou a atenção do público mundial. E que se desdobra num imenso e ensangüentado campo de batalha, onde se busca eliminar a violência com uma violência maior. Desde então, as pessoas mais sensíveis e dotadas de um mínimo de escuta e de visão se perguntam: Onde nos perdemos? Como a educação fracassou? O que é uma pessoa educada? O que é um país realmente desenvolvido? De onde brota, enfim, tanta demência e violência?...

A violência pode ser considerada um sintoma, estridente e doloroso, de uma doença maior da humanidade: a ignorância existencial e o esquecimento do Ser. Nos últimos séculos, através do exercício de uma razão excludente e imperialista, hipertrofiamos a mente analítica, que divide e fragmenta, gerando todo tipo de fronteiras, onde transcorrem os conflitos e dilaceramentos. Já que diabolos é um termo grego que significa o que divide e dissocia, nossa crise tem uma característica diabólica. O seu oposto é o symbolos, o fator simbólico do sagrado, que religa e restaura a inteireza. Sofremos de uma anemia da inteligência simbólica, da consciência subjetiva e intersubjetiva mente sintética e conectiva, da perda da consciência de comunhão.

Eis a constatação óbvia: nós agredimos alguém quando nos sentimos, dele, desconectados. Nós excluímos o outro por nos sentirmos, dele, separados. Seja num campo de futebol ou na arena internacional, a violência é uma função das fronteiras: quanto mais nos sentimos desvinculados, mais buscamos nos defender, o ataque passando a ser justificado pela ameaça do fator estranho, daquilo que julgamos não nos dizer nenhum respeito. Neste contexto, a consciência de participação e de comunhão adquire o valor de um preceito ético imprescindível.

A violência brota de um tipo de alienação normótica, que Pierre Weil (1) denomina de fantasia da separatividade. O ego representa o diabolos por excelência, fator básico da separatividade pessoal, que se encontra na fonte mesma da violência a nível individual, social e ambiental. Portanto, o egocentrismo pode ser considerado a causa comum de todo tipo de violência. E, naturalmente, não será com a lógica do ego que resolveremos este dilema, por ela mesma criada. Assim, uma terapia para a paz solicita, inexoravelmente, o resgate da dimensão transpessoal, da consciência simbólica inerente a uma mística, que se traduz pela consciência não dual, geradora do amor e do serviço em movimento. Transcender o ego não significa negá-lo, destruí-lo ou suprimi-lo Trata-se de sujeitá-lo ao Self, abrindo-o para o oriente do Amor e do Ser. Como afirma a sabedoria hindu, o ego é o melhor empregado e o pior patrão!... A primeira tarefa, no processo da individuação, proposta por Jung (2), é desenvolver um bom ego, enraizado no solo da cidadania, curado de suas feridas, pacificado em seus conflitos, apaziguado em seus temores.

Só podemos transcender o que foi reconhecido, aceito, desenvolvido e integrado. Só superamos o que já foi conquistado. O diabólico necessita ser orientado pelo simbólico; o bisturi retalhador precisa ser conduzido pela visão totalizadora e norteadora, capaz de ver a gestalt, a totalidade. Como afirma o sábio axioma holístico, Pensar globalmente, agir localmente. Para deixar de agir loucamente, convenhamos. De outra forma, seguiremos tudo rasgando e dilacerando, cega e violentamente, a exemplo das aplicações irresponsáveis da tecnociência, que tão bem conhecemos e sofremos. O todo descansa na parte e a parte só tem um sentido pelo todo. O um da unidade e o dois da dualidade são transcendidos no três, da Aliança: unidade diferenciada ou diferenciação unificada. Esta boa parceria da análise e da síntese, do diabólico e do simbólico nos conduz a uma inteligência da Trindade, arejada pelas energias do Amor, este mistério que nos vincula, realçando a alteridade de nossos semblantes. Ninguém é uma ilha, ninguém é completo em si mesmo. Cada ser humano é um pedaço do continente, afirma o famoso poema de John Donne. Mais sábia e inclusivamente, observa Anne Lindbergh (3), que todos nós somos ilhas, unidas pelo mesmo oceano...

Necessitamos superar a polaridade pessoal versus transpessoal. Maslow (4) se referiu a quatro forças em psicologia e terapia: as duas primeiras, que surgiram praticamente ao mesmo tempo, são o behaviorismo, centrado no determinismo reflexológico e a psicanálise, centrada no determinismo psíquico. A terceira força é o movimento humanístico, centrado no potencial humano de saúde, na sua tendência para o desenvolvimento e autoregulação. Para este autor, esta seria uma força de transição para uma quarta força, transumana, centrada no cosmo e nos ampliados estados de consciência: o movimento transpessoal.

Compreendo que a quarta força foi um movimento compensatório, de resgate do fator transpessoal, após um século de uma psicologia exclusivamente a serviço do pessoal. Representa, também, uma dinâmica de transição para uma quinta força, centrada na inteireza, que integra a dimensão pessoal à transpessoal, o diabólico ao simbólico, as raízes às asas, a análise à síntese: o movimento transdisciplinar holístico (5). A abertura para o supra-humano pressupõe um bom enraizamento no infra-humano, no coração do fenômeno humano. Esta ponte que liga a terra ao céu, porta-voz de todos os reinos da Totalidade, o sacerdote cósmico, vislumbrado por Chardin, que facilita que o próprio Universo se mire, se conheça, se integre, se rejubile.

Segundo André Chouraqui (6), a palavra hebraica para a paz, shalom, é próxima de shalem, que significa inteiro. O que indica que a paz é uma emanação natural de uma inteireza lograda. A paz não é a ausência da guerra, mas a plenitude da existência humana, na fecundidade de todo o ser e na contemplação de IHVH, afirma Chouraqui. A tarefa imprescindível é resgatar a inteireza e a grandeza da alma. Tudo vale a pena, se a alma não é pequena, afirma o poeta Pessoa. Mahatma significa, em sânscrito, grande alma. Este foi o marcante testemunho do ícone de humanidade, que conhecemos como Mahatma Gandhi, que venceu o bom combate pela paz, utilizando apenas duas armas brancas: ahinsa e satyagraha, ou seja, não violência e veracidade. É importante destacar que, para Gandhi, existia dois tipos de violência: a ativa e a passiva. Sendo que a última, que se traduz pela inércia e conformismo, é a mais destrutiva. O que ele indicava quando afirmava preferir um violento ativo a um covarde!

Neste sentido, importa refletir sobre o que, com Leloup e Weil (7), denominamos de normose, a patologia da normalidade. Caracterizada pela adaptação a um sistema dominantemente desequilibrado, mórbido e pela estagnação evolutiva, um aspecto terrível da normose se traduz pela violência passiva: nada fazer, diante dos descaminhos da humanidade. Cruzar os braços, indolentemente, diante de escândalos absurdos como o da exclusão, injustiça, corrupção e destruição dos ecossistemas planetários. Neste contexto, a pessoa saudável é a desajustada, dotada da capacidade de se inquietar, de se indignar, de se desesperar sobriamente...

Uma terapia para a paz, portanto, solicita uma dimensão iniciática, como a proposta por Graf-Durckheim (8), que possibilite um abrir passagem para as trilhas interiores que, do ego, possam nos conduzir ao Self, do conhecido ao desconhecido, do finito ao Infinito, para que o dom da Essência se manifeste na existência, aberta a transcendência. Nesta perspectiva evolutiva, o humano é considerado um projeto inacabado, um germe de plenitude clamando por investimentos, para que floresça plenamente, através do processo da individuação. Pelo cultivo de uma ecologia do Ser, a paz poderá ser conquistada e irradiada para a ecologia social e ambiental.

O Colégio Internacional dos Terapeutas – Cit, fundado em 1992, por Jean- Yves Leloup (9, 10), constitui um solo fecundo para o desenvolvimento desta quinta força em terapia, que constela as virtudes conjugadas do rigor e da abertura, aliando o plano pessoal ao transpessoal, a existência com a essência, as raízes com as asas, a profundidade com a altitude. Foi pesquisando a origem da palavra terapeuta, que Leloup deparou-se com uma tradição hebraica, elogiada pelo grande hermeneuta, Philon de Alexandria (11), denominada de Terapeutas. Há dois milênios, quando da passagem do judaísmo para o cristianismo, é inspirador constatar e resgatar o legado holístico destes sacerdotes do deserto, que exerciam também a função do filósofo, do psicólogo, do médico e do educador, praticando uma protoabordagem transdisciplinar, uma ética de respeito à inteireza do composto humano e uma práxis centrada no cuidar da totalidade do Ser.

Alexandria, cujo nome evoca o grande conquistador que forneceu um impulso primordial ao que conhecemos, atualmente, como processo de globalização ou mundialização, foi um espaço privilegiado de encontro das culturas, ciências e tradições do Ocidente e do Oriente. Não estaremos vivendo, neste momento intensificado de transformação, o que podemos metaforizar como uma Nova Alexandria? Onde podemos entrar em contato instantâneo, através desta torre de Babel virtual que é a Internet, com todas as linguagens, bibliotecas e formas de saber e de fazer? É no marco significativo desta transição de milênio e de emergência de um novo paradigma, que está se articulando o que Leloup (12) denomina de estilo alexandrino em terapia.

No estilo alexandrino, a tarefa básica do terapeuta é a de cuidar, para que a Grande Vida possa curar. Cuidar, sobretudo, da saúde e da plenitude, já que é a partir do que está bem e fluindo em nós que uma dinâmica curativa e evolutiva é impulsionada, de forma expansiva e integrativa.

Para cuidar, precisamos escutar. A escuta é o mais essencial medicamento. É uma grande arte, pois só realmente escuta quem é capaz de silêncio interior. De outra forma, os diálogos internos serão projetados, contaminando e adulterando o que se supõe escutar. A escuta não projetiva é um bem precioso e raro, dos que cultivam a mente meditativa e contemplativa, nas trilhas do despertar para o Instante, a pátria da Presença.

Escutar é ouvir e, também, interpretar. Aqui nos deparamos com a ciência e arte da hermenêutica, que possibilita o desvelar de um sentido, muito além de meras explicações. O exercício de uma interpretação aberta e vasta ultrapassa o campo analítico, rumo ao universo sintético, dos significados íntimos, das sincronicidades, dos mergulhos nos abismos anímicos e noéticos. Sem negligenciar a sabedoria dos velhos rabinos, afirmando que cada frase bíblica é suscetível de setenta e duas interpretações! Assim, nos prevenindo contra os malefícios de um certo analfabetismo simbólico, quando o conotativo se degenera em denotativo, com as armadilhas nefastas e mutiladoras dos fanatismos e fundamentalismos decorrentes. Enfim, dos catecismos redutores e estupidificantes, sejam eles religiosos, ideológicos, psicológicos, psiquiátricos, pedagógicos... Eis uma virtude preventiva com relação ao absurdo da maioria das
guerras contemporâneas!

Para cuidar, necessitamos também de uma ética da bênção. Abençoar é bem dizer; expressar uma boa palavra, jamais reduzindo o outro a um rótulo, a um mero objeto de análise. A pessoa não é doente; ela está doente. A doença é um momento de uma passagem, de um processo, de um devir. Ser Terapeuta é restituir o outro na condição de Sujeito da sua existência, de suas dores e louvores. Já que a informação tem uma função estruturante, o diagnóstico, aplicado de forma tecnicista e descuidada, pode ser um ato normótico, fonte de iatrogenia. É uma violência que pode modelar a própria doença proclamada, antes incipiente ou inexistente.

Abençoar é, também, bem olhar. Olhar para o outro na sua dignidade e integridade essencial, na sua nobreza de filho unigênito da Vida, dotado da originalidade de um semblante. Também o olhar é estruturante, para quem olha e para quem é olhado. Quando olhamos apenas para o pequeno e o disfuncional no outro, será isto que estaremos estruturando, nele e em nós mesmos. Já que nos tornamos naquilo para o qual olhamos. Enfim, encontramos o que buscamos. O estilo alexandrino, sem deixar de acolher e de cuidar dos sintomas, privilegia e busca no outro o que ele tem de maior: o dom do Ser e a luz interior, muitas vezes esquecida e, mesmo, reprimida. A porta na qual se bate é a que abrirá, no tempo justo...

Como indica o mitologema de Caim e Abel, uma pessoa que se sente abençoada é pacífica e caminha docemente sobre a Terra. Já o outro que não se sente aceito nem abençoado, que calcula e inveja, é uma fonte de violência e de sofrimento. Caim é o arquétipo do ser que se sente renegado e excluído, no interior de nós mesmos. Apenas uma terapia da bênção pode facilitar que ele se converta, retornando ao eixo de seu centro, o Paraíso Perdido do Amor. O que é verdade, também, com relação a todos os tiranos que contaminam a humanidade com o vírus do ódio, da iniqüidade e da ignorância existencial.

Assim como a paz não é ausência de combate, saúde não é ausência de sintoma. Como bem define a Organização Mundial de Saúde, é a presença de um estado de bem-estar psicossomático, social, ambiental e espiritual.

Transcendemos, assim, a noção estreita e normótica de que saúde é uma área de dedicação apenas para médicos, psiquiatras, psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros... No Cit, consideramos três categorias de terapeutas, cujas ações são convergentes e complementares: a clínica, a social e a ambiental. Além da terapia dos indivíduos, carecemos de uma terapia de cunho social, que seja exercitada nas organizações, escolas, igrejas e demais instituições, públicas e privadas. Igualmente, urge cuidar da Natureza flagelada, pela insanidade compulsiva do consumismo e de um desenvolvimento não-sustentável. Como convoca a própria OMS, todos precisamos nos tornar agentes de saúde, pois o planeta inteiro está enfermo! O perverso sintoma da violência apenas poderá ser tratado e superado através de um mutirão de empenho terapêutico, envolvendo todas as competências e ofícios, na tarefa de cuidar da paz.

Cuidar da paz, portanto, é investir em nosso potencial de inteireza, de integralidade, de conectividade e de comunhão. É conquistar um centro, que nos direcione para bem viver e conviver, para transparecer. Estar em paz é estar centrado. Sem um centro, estaremos deslocados em nossas próprias casas. Com um centro, em lugar algum seremos estrangeiros...

Cuidar da paz é saber sorrir, é sorrir saber. A misteriosa metafísica do sorriso expressa uma bioenergética essencial. É uma transfiguração do semblante, que irradia raios do sol interior, do Self, perene beatitude e consciência pura, chama serena que a tudo ilumina e aquece. O sorriso vem do além, como um sonho premonitório, anúncio delicado de uma Eternidade a nos aguardar em alguma curva definitiva do caminho. É um Evangelho da Graça, desmascarando e anunciando o Amor que prevalece, subjacente a tudo e a todos, este Absoluto, morte da morte, que sempre dirá a derradeira palavra. Na medida e qualidade na qual sorrimos é que nos fazemos portadores e artesões da paz.

Cuidar da paz é, enfim, ser capaz de dom, de doação, de serviço: viço do Ser. Canta o poeta Tagore (13): Amigo meu... Meu coração se angustia com o peso dos tesouros que não entreguei a Ti. O que nos pesa é o que não entregamos, o que não ofertamos, o que não servimos. O que nos tira a paz é o que retemos, o que estagnamos em nós, o peso de nossos apegos. Nosso corpo de leveza e de plenitude é construído a partir de tudo o que somos capazes de doar, de forma gratuita e incondicional. É na alegria desta conquista, que afirmaremos, a moda de oração, no mais ensolarado e abençoado dia de nossas existências, estas palavras de triunfo da Vida: Confesso que servi.

Não basta existir, há que viver. Não basta viver, há que ser. Não basta ser, há que transparecer. Não basta transparecer, há que servir. E só então, partir. Saciado de dias e de noites, de luzes e de sombras, de amores, tremores e louvores. Em paz, como um avô sorridente, descascando uma laranja para o seu netinho. Confiante, como uma criança inocente se jogando nos braços de sua mãe. É longa e paradoxal a caminhada de retorno à Morada da Essência, de onde jamais partimos...

*Este texto é um capítulo do livro, A Paz como Caminho, do Festival Mundial da Paz – Manifeste sua Paz (Florianópolis, de 1 a 6 de setembro/06), organizado pela Dulce Magalhães (Qualitymark editora)

Eder

Texto 7 - módulo 3

Técnica: Ásana


“ÁSANA é uma postura firme e confortável”.
Yoga Sutra de Pathanjali, Cap. 2
Sutra 46


“Embora Hatha Yoga seja praticado há vários milênios, nunca se torna ultrapassado. Suas verdades são sempre atuais. São como o ouro. Embora outras coisas percam seu valor conforme a época, o ouro é sempre o mesmo”.
Swami Satchidananda


O ásana é a cultura física do Yoga.
Shiva, o supremo iogue, ensina que há tantos ásanas quanto o número de animais na face da terra. O principal objetivo dos ásanas é fazer o praticante conquistar uma postura meditativa, ou seja, um ásana de meditação, firme e confortável por um longo tempo.
Apesar da grande quantidade de ásanas, há um grupo de ásanas básicos, os quais devemos praticar com regularidade e disciplina. O efeito mais importante advindo dessa prática é o de purificação de todos os órgãos e nervos, a eliminação de todas as toxinas.

Características:

- exercícios inspirados na sábia mãe natureza;
- exercícios psicofísicos, integração mente e corpo;
- enviar comandos mentais positivos e saudáveis para o corpo;
- exercícios de maior permanência e menor repetição.

Efeitos:

- limpeza, purificação de todo o sistema;
- flexibilidade e resistência;
- vitalidade;
- melhora a concentração;
- limpeza dos chakras e nadis;
- regulariza o funcionamento de todas as glândulas;
- tonifica e purifica todos os nervos;
- o praticante adquire vigor, bem-estar e brilho;
- favorece o estado meditativo.

Tempo de permanência:

Em geral, a permanência mínima ideal num ásana é de 10 segundos e a permanência máxima é de 1 minuto. Porém, ambos os ásanas invertidos (Sarvangásana e Sirshásana) podem ser mantidos por muito mais tempo.

Respiração nos ásanas:

A respiração deve ser harmoniosa, profunda e perfeitamente integrada com os movimentos.
Regras de respiração:

- movimento para cima, inspirando (há algumas exceções);
- movimento para baixo, expirando (há algumas exceções);
- permanência nos ásanas realizados com Puraka (inspiração): deve-se manter os pulmões cheios (Kumbhaka) o tempo que isso for confortável para o iogue e, em seguida, pode-se respirar durante a permanência;
- permanência nos ásanas realizados com Rechaka (expiração): deve-se manter os pulmões vazios (Suniaka) o tempo que isto for confortável para o iogue e, em seguida, pode-se respirar durante a permanência;
- pode-se respirar normalmente num ásana, porém, o ideal é praticar a respiração completa (profunda e harmoniosa), desde que o iogue tenha estrutura para isso.

Para uma prática bem equilibrada de ásanas:

A melhor maneira para iniciar uma prática é com 3 ou mais séries de Surya Namaskaram. O mesmo prepara (tonifica e lubrifica) o corpo para os outros ásanas.

- Flexões para trás.
- Flexões para frente.
- Flexões laterais.
- Posições de equilíbrio.
- Torção da coluna vertebral.
- Invertida.
- Compensação da invertida.

E também:

- Ásanas em pé.
- Ásanas sentados (as).
- Ásanas deitados (as).

Pode-se ainda acrescentar alguns ásanas musculares.

Boas atitudes numa prática de ásanas:

- Boa vontade.
- Regularidade, disciplina.
- Muita consciência (o que evita movimentos bruscos, exagero, agressividade).
- Determinação.
- Lembrar que o corpo é uma extensão da mente.
- Não visar apenas o corpo. Lembrar que você está praticando exercícios que vão ajudá-lo no conhecimento do Eu real, do mestre interno, do tesouro espiritual que brilha no seu íntimo.
- Bom senso. Não dar mais e nem menos do que você tem condições.
- Atitude mental positiva.
- E, o que é fundamental: praticar com AMOR.
OM SHANTI!


Ásanas: Bloco 1


1) Bhujangásana (postura da cobra)
2) Arddha Salabásana (meia postura do gafanhoto)
3) Salabásana (postura do gafanhoto)
4) Dhanurásana (postura do arco)
5) Jánusirshásana (postura da cabeça no joelho)
6) Paschimothánásana (postura do alongamento posterior ou postura de curvar-se para frente, sentado).
7) Halásana (Postura do arado).
8) Sarvángásana (postura de todos os membros ou postura de invertida sobre os ombros)
9) Padma Sarvángásana (postura de lótus sobre os ombros)
10) Matsyásana (postura do peixe)
11) Pavanamuktásana (postura de liberar os gases)
12) Mayurásana (postura do pavão)
13) Padma Mayurásana (postura do pavão em lótus)
14) Arddha Matsyendrásana (postura de torção da coluna)
15) Trikonásana (postura do triângulo)
16) Padahasthásana (postura das mãos nos pés)
17) Arddha Chandrásana (postura da lua crescente)
18) Sirshásana (postura sobre a cabeça)
19) Oordhwa Padmásana (postura de lótus sobre a cabeça)
20) Uddhiyána Bandha (postura de elevação do abdômen)
21) Nauli Kriya (isolamento e rolamento do reto abdominal)
22) Yoga Mudra (selo yogic)
23) Savásana (postura do cadáver)
24) Seegra Savásana (postura rápida do cadáver)
25) Sayana Buddhásana (postura do Buda reclinado)

1 - BHUJANGÁSANA



BENEFÍCIOS FÍSICOS:

- Exercita, massageia, tonifica e confere saúde para os músculos das costas.
- Alonga o tórax, expandindo a caixa torácica, o que ajuda a aliviar a asma.
- Torna a espinha mais elástica.
- Exercita e tonifica os nervos cranianos.
- Corrige leves deslocamentos da coluna.
- Ajuda a eliminar dores nas costas causadas por excesso de trabalho, prisão de ventre e gases.
- Promove suave pressão sobre o abdômen, proporcionando uma benéfica massagem em todos os órgãos internos.
- Tonifica os ovários e o útero.
- Ajuda a reduzir muitos problemas menstruais e desarranjos do útero e dos ovários.

BENEFÍCIOS MENTAIS:

- Exige uma considerável concentração, o que ajuda a melhorar esta faculdade.

BENEFÍCIOS ENERGÉTICOS:

- Estimula o fluxo prânico dos meridianos dos pulmões, estômago, rins, bexiga e baço.
- Ajuda a despertar a Kundalini.
- Produz calor corporal.

PRECAUÇÕES E OBSERVAÇÕES:

- Não levante o tronco repentinamente.
- Tente elevar bem o tórax com a ajuda dos músculos das costas e então ajude com os braços.
- Mantenha os ombros alinhados horizontalmente.
- Levante a cabeça bem para trás.

Há neste ásana uma tendência a abrir a boca. Evite isto.

TEMPO:

- Repita de três a seis vezes.
- Mantenha o ásana por dez segundos cada vez.
- Gradualmente, vá diminuindo as repetições.
- E, por fim, pratique-o uma só vez, com a permanência máxima de um minuto.

2 - ARDDHA SALABÁSANA






BENEFÍCIOS FÍSICOS:

- Exercita as costas, a região pélvica e o abdômen.
- Tonifica o sistema nervoso simpático.
- Ajuda a acelerar a atividade no fígado “preguiçoso”.
- É bom para dores na área lombar.
- Aumenta o fluxo sanguíneo da coluna vertebral.
- Aumenta a pressão abdominal, regula a função intestinal e fortalece as paredes abdominais.
- Expande o peito, beneficiando as pessoas que sofrem de asma e outros problemas respiratórios.

BENEFÍCIOS MENTAIS:

- Estimula a concentração e a perseverança.

BENEFÍCIOS ENERGÉTICOS:

- Estimula os meridianos dos pulmões, estômago, baço, coração, fígado, intestino delgado, pericárdio e vesícula.
- Aumenta o “fogo digestivo”.
- Produz calor corporal.

PRECAUÇÕES E OBSERVAÇÕES:

- Mantenha o ásana enquanto for confortável manter os pulmões cheios.
- Após certo tempo de prática, esta posição poderá ser mantida com respiração normal.
- Antes de repeti-la, dê uma pausa até a respiração se acalmar.

TEMPO:

- Repita de três a seis vezes.
- Mantenha o ásana por dez segundos cada vez.
- Gradualmente, vá diminuindo as repetições.
- E, por fim, pratique-o uma só vez, com permanência máxima de 1 minuto.

3- DHANURÁSANA




BENEFÍCIOS FÍSICOS:

Todos os benefícios do Bhujangásana e do Salabásana somados e mais:

- Reduz as gorduras abdominais.
- Fortalece os músculos abdominais.
- Aumenta os movimentos peristálticos dos intestinos.
- Tonifica o pâncreas e, deste modo, auxilia na cura da diabete.
- É ótimo para as mulheres.

BENEFÍCIOS MENTAIS:

- Fortalece a concentração e a determinação mental.
- É bom para o equilíbrio e harmonia interior.

BENEFÍCIOS ENERGÉTICOS:

- Estimulante energético, erradicando a preguiça.
- Estimula os meridianos dos pulmões, intestino delgado, estômago, fígado e bexiga.

PRECAUÇÕES E OBSERVAÇÕES:

- Não dobre os cotovelos.
- Mantenha os braços bem esticados.
- Devem evitar este ásana: os que têm pressão alta, hérnia ou úlcera no estômago ou intestino.

TEMPO:

- Repita de três a seis vezes.
- Mantenha o ásana por dez segundos cada vez.
- Gradualmente, vá diminuindo as repetições.
- E, por fim, pratique-o uma só vez, com permanência máxima de 1 minuto.


4 - JÁNUSIRSHÁSANA



BENEFÍCIOS:

- Ajuda no controle da energia sexual. Para os interessados no celibato é, portanto, uma boa ferramenta.
- Melhora a evacuação.
- Proporciona um benéfico alongamento na área lombar.

OBSERVAÇÕES:

- O ideal é fazer a pressão do calcanhar contra o ânus.
- Procure “laçar” o dedão com as duas mãos.
- Se o praticante não puder levar o calcanhar no ânus, poderá colocá-lo na coxa.

TEMPO:

- Repita de três a seis vezes.
- Mantenha o ásana por dez segundos cada vez.
- Gradualmente, vá diminuindo as repetições.
- E, por fim, pratique-o uma só vez, com permanência máxima de 1 minuto.

Texto 6 - módulo 3

O QUE É YOGA INTEGRAL?

Yoga integral é uma combinação de métodos específicos para desenvolver cada aspecto do indivíduo: físico, emocional, intelectual e espiritual. É um sistema específico que integra os vários ramos do Yoga a fim de realizar um desenvolvimento completo e harmônico do indivíduo.

Todo ser humano almeja a felicidade verdadeira e duradoura. O caminho ou meio através dos quais ele tenta encontrá-la varia de acordo com o nível de desenvolvimento do indivíduo. Ele pode esforçar-se para obter felicidade satisfazendo os aspectos físico, emocional e intelectual da personalidade. A experiência pode ensinar-lhe aquilo que sábios e santos vêm proclamando através dos tempos, que a felicidade verdadeira e duradoura não pode ser baseada naquilo que é impermanente em sua natureza. Felicidade verdadeira e duradoura só pode ser alcançada através do conhecimento do permanente ou Divino que é o Habitante de todos os seres e a fonte de toda vida. A Ele foram dados nomes tais como Self, Natureza, Deus, Brahman, Consciência Cósmica, Infinitude, a Coisa em Si Mesma, Nirvana e outros.

Como Ele é infinito, Ele só pode ser experienciado quando o indivíduo sobe acima de sua personalidade limitada.

O corpo, emoções e intelecto devem ser desenvolvidos até um nível no qual eles funcionem saudavelmente e em perfeita harmonia um com o outro. Só assim alguém pode viver uma vida feliz e usá-los como ferramentas para transcender limitações e experimentar o Divino.

ALGUNS DOS RAMOS PRINCIPAIS DO YOGA

HATHA YOGA: Posturas do corpo (ásanas), relaxamento profundo, controle da respiração (pránáyáma), processos de limpeza (kriyas) e concentração mental criam um corpo flexível e relaxado; vitalidade aumentada; saúde radiante; e ajuda a curar doenças físicas. Através de dieta apropriada, o corpo físico experiência uma limpeza através da qual impurezas e toxinas são eliminadas e ao mesmo tempo vitaminas e minerais são prontamente assimilados e utilizados pelo sistema. À medida que o corpo e a mente se tornam purificados e o praticante ganha controle sobre sua mente, ele finalmente atinge o objetivo do Yoga, Realização Pessoal.

KARMA YOGA: O caminho da ação através do serviço abnegado. Ao exercer o dever sem apego pelos resultados da ação, o Karma Iogue purifica sua mente. Quando a mente e o coração estão purificados, o Karma Iogue se torna um instrumento através do qual o Projeto ou Trabalho Divino é realizado. Assim ele transcende sua individualidade e experiencia a Consciência Divina.

BHAKTI YOGA: Este é o caminho do amor e devoção a Deus, uma Encarnação Divina ou o professor espiritual. Pelo amor constante, meditação e serviço do Divino, o indivíduo transcende sua personalidade limitada e obtém a Consciência Cósmica. O caminho de Bhakti ou devoção pode ser praticado por todos. Tudo que é necessário é fé e constante lembrança amorosa de Deus.

RAJA YOGA: Este é o caminho da meditação e controle da mente. É baseado em perfeição ética e moral e controle dos sentidos o que leva à concentração e meditação através da qual a mente pode se roubada de seus pensamentos. Assim todas as limitações são transcendidas e o estado de Samadhi ou Superconsciência é experienciado.

JAPA YOGA: Japa Yoga é parte do Raja Yoga. Japa significa repetição de um mantra. Um mantra é uma estrutura de som de uma ou mais sílabas que representa um aspecto particular da vibração Divina. Repetição mental concentrada do mantra produz vibrações dentro de todo o sistema do indivíduo que estão sintonizadas com a Vibração Divina.

JNANA YOGA: Este é o caminho da sabedoria. Ele consiste de auto-análise e atenção. O Jnana Iogue adquire conhecimento do Self deixando de se identificar com o corpo, mente e ego. Ele se identifica totalmente com o Divino dentro de si e de tudo e percebe a unificação.

Yoga Integral é a síntese de todos os Yogas. O objetivo é um corpo perfeitamente saudável e forte. Mente com toda clareza, calma e controle. Intelecto afiado como uma lâmina, desejo de aço, coração cheio de amor e gratidão, uma vida dedicada ao bem estar comum e à Realização do Self Verdadeiro.

Neste livro, Hatha Yoga será revista. Existem muitos, muitos livros sobre este assunto nas prateleiras e em bibliotecas pelo mundo afora. Por isso, eu hesito em acrescentar mais um livro ao mercado e talvez até transbordar o rio de material existente. Foi apenas através da necessidade de meus alunos, que insistiram em ver minha maneira de ensinar também impressa, que este livro foi compilado. Eu espero sinceramente que ele não vá extenuar a categoria de informação de Hatha, mas ao invés disso seja útil de uma maneira única, permitindo ao praticante se beneficiar de minhas práticas pessoais e do conhecimento adquirido através do ensino de Hatha pelo mundo todo nos últimos vinte e cinco anos.

Este livro contém pouco material teórico, mas foi organizado como um diretório de Hatha Yoga – incluindo detalhes técnicos precisos e simplificados além de fotos com cada pose.

Eu agora expresso minha gratidão sincera e agradecimentos aos estudantes que me ajudaram a preparar este volume, particularmente às minhas crianças espirituais Sister Yoga do Ceylão e Gita das Américas.

Swami Satchidananda
Nova Iorque, Janeiro de 1970


Um corpo de saúde e força perfeitas, mente com toda clareza e calma, intelecto tão afiado como uma lâmina, desejo tão maleável quanto uma espada, coração cheio de amor e compaixão, vida cheia de dedicação e Realização do Self Verdadeiro é o objetivo do Yoga Integral.
Obter isto através de ásanas, pránáyámás, cântigos de Nomes Sagrados, autodisciplina, ação abnegada, Mantra Japa, Meditação, estudo e reflexão.

Om Shanti, Shanti, Shanti
Sempre seu no Yoga,
Swami Satchidananda

Texto 5 - módulo 3

Conheça o Conhecedor
Seu verdadeiro Eu

O propósito de todas as práticas espirituais consiste em conhecer nosso próprio “eu”. A Bíblia diz: “Ama a teu próximo como a ti mesmo”. Mas se você não conhece seu próprio eu, como poderá amar o “eu” do próximo? Conheça primeiro seu próprio “eu” e logo verá o seu “eu” no outro. Somente assim poderá amá-lo como a si mesmo.

Alguém lhe diz: ame todas as frutas da mesma forma como você ama a maçã. E ainda: veja a maçã em todas as outras frutas. Mas se você não sabe o que é uma maçã, não poderá ver as outras frutas como uma maçã. Da mesma maneira, para amar a todos ou a tudo como o Espírito Uno, você deve realizar sua própria verdade espiritual; devemos realizar DEUS em nós mesmos.

Você já se olhou no espelho? Viu o seu rosto? Suponha que eu quebrasse o espelho; você poderia se ver? Não; mas, por um acaso, perdeu o seu rosto? Não. O que você vê no espelho é somente a “imagem”, não é o original, porque é o rosto quem está se vendo no espelho. O rosto é o sujeito. O sujeito nunca pode se converter em objeto. O sujeito só vê uma imagem de si mesmo como o objeto, mas nunca vê a si mesmo.

Se o espelho está distorcido ou deformado, a imagem que o reflete também estará. Mas por causa disso você correria a um médico e diria: “Doutor, o que está acontecendo com o meu rosto?” O médico lhe diria: “Nada se sucede. Você está bonito (ou bonita).” “Mas eu vi uma imagem horrível...” poderia você contestar-lhe.

Então o médico lhe colocaria diante de outro espelho nítido, sem distorções, em perfeito estado e você diria: “Meu Deus, eu vi uma imagem horrível em meu espelho, mas agora está bonita!”.

Mas, claro, você não faria isso, compreenderia que o problema está no espelho e não em seu rosto. Consertando-se o espelho ou trocando-o por outro, você poderia ver a imagem de seu rosto, sem distorções. Se você busca a sua natureza verdadeira em um espelho distorcido, este refletirá um rosto distorcido. Qual é o espelho, em nosso caso? É a nossa mente. Para vermos nosso verdadeiro eu, temos de ter uma mente limpa, clara e calma.

Algumas pessoas conservam limpo o espelho e compreendem que são “bonitas”. Outras não o limpam bem. Outras o quebram e outras se miram em espelhos deformados.

Não somos diferentes uns dos outros, no que diz respeito ao conhecimento transcendental. É o que chamamos de “espírito” ou “verdadeiro eu”. Quando dizemos “alma”, em geral nos referimos ao reflexo do “eu” sobre a matéria da mente. A alma é a chispa de divindade e a imagem de DEUS, enquanto que o si mesmo “é” Deus. Quando a sua mente está calma, serena, compreende que a alma e Deus são um só, sem distorções, sem nenhum pigmento.

Portanto, o corpo humano também deveria ter serenidade, quer dizer, o estado relaxado ou puro. Um corpo muito saudável e relaxado, com uma mente calma, quieta, permitirá que a luz verdadeira ou a natureza verdadeira do seu interior se expresse sem nenhuma deformação. É algo como uma luz com duas sombras: a da mente e a do corpo. Se forem limpos como o cristal, a luz brilha sem distorções. Em conseqüência, é necessário que estas duas sombras, o corpo e a mente, estejam tão limpos quanto seja possível.

Primeiramente você deve se preocupar com a mente já que o corpo é apenas um instrumento dela. O corpo se expressa de acordo com os desejos das impressões da mente. Em geral, nos identificamos com mente e corpo. Por isso nos damos nomes diferentes e, assim, nos distinguimos uns dos outros. Desejamos definir a nós mesmos: “sou sul americano; sou branco; sou negro; sou rico; sou pobre”. Estas são nossas definições, mas, em espírito, somos iguais. As variações e definições acontecem somente quando nos identificamos com o corpo e a mente.

Por natureza somos tranqüilos, pacíficos. Sem dúvida, por causa de nossa negligência ou do nosso esforço para satisfazer os desejos egoístas ou os sentidos, perturbamos esta tranqüilidade e paz. E quando perturbamos a tranqüilidade, nos sentimos intranquilos. Somos bons originalmente, mas perdemos esta perfeição ao nos definirmos. Desafortunadamente, no momento em que nos definimos – ou limitamos o eu – deixamos de ser bons.

Todas as escrituras, todos os sábios, santos e profetas nos dizem para que deixemos de nos definir. Este é o procedimento para nos elevarmos. Esta é a essência de todo o Yoga e de todas as escrituras. Leia a Bíblia, o Alcorão, o Torá, os Upanishads, o Bhagavad Gita. Purifique-se abandonando estas definições, não se deixe enganar. Estas definições nos dividem. Se você diz: “sou homem” ou “sou mulher”, se identifica com o corpo. Se diz: “sou advogado” ou “sou inteligente”, se identifica com a mente. Cada definição distingue um homem de outro homem, uma mulher de outra mulher, um ser de outro ser.

Por acaso estou dizendo que as pessoas purificadas não têm definições? Suponhamos que perdêssemos todas as definições e que todos fôssemos iguais; então, não poderíamos reconhecer nossos amigos. Todos seríamos iguais, falaríamos e comeríamos da mesma maneira. Não haveria pais, mães, filhos nem filhas. Este não é o significado do verdadeiro aperfeiçoamento.

O Yoga não esquece que a variedade é o tempero da vida. Necessitamos dela para desfrutar a vida. Mas, se a variedade em si vai nos perturbar ou nos dividir, não a queremos. Inclusive, neste caso, poderemos nos desfazer dela? Não, é impossível, é um paradoxo. Não podemos nos desfazer da variedade, ainda que ela nos divida e nos acarrete problemas. O que fazer?

Temos que conservar a variedade e nos elevarmos acima dela, para podermos ver a unidade. Meu mestre, Swami Sivananda, com freqüência usava esta frase: “UNIDADE NA DIVERSIDADE”.
Lembre-se sempre: necessitamos de variedade, mas só podemos desfrutá-la se nos recordarmos sempre da unidade que a sustenta.


SRI SWAMI SATCHIDANANDA
Mestre de Yoga

Texto 4 - módulo 3

DISCIPLINA

Muitas pessoas temem que ter disciplina represente falta de liberdade, vida reprimida ou sem alegria. Porém, se não temos disciplina sobre nossa própria mente, onde estará a alegria? Tendo controle sobre a mente é possível desfrutar tudo o que se queira, sem riscos.

Se você mantém o controle sobre a sua mente, esteja onde estiver, será como o paraíso. Se você não tem controle, ainda que esteja no paraíso, será como estar no inferno.

A vitória mais grandiosa que se pode conquistar é a vitória sobre sua própria mente.

A disciplina faz com que sua mente se mantenha firme e focada. Com o tempo, a disciplina pode lhe ajudar a fazer com que sua mente seja sua escrava.

Não permita que nada controle seu domínio e maestria. Esta é a meta do Yoga.

Não se esqueça de que tudo o que alcançamos na vida está baseado na disciplina.

É através da disciplina e da meditação que abrimos nossos corações para alcançar a verdadeira essência do Ser.

Mantenha a mente e o corpo limpos, uma vida disciplinada, um coração dedicado. Isto é Yoga.

Fale o menos possível, somente o que deve falar. Controla a língua é muito importante. A língua tem duas funções: saborear e falar. Limite-se a estas duas coisas.

Você desfrutará do mundo quando souber como manejar bem e quando conseguir obter um domínio sobre ele.

Um iogue é como um navegante que sabe manter seu equilíbrio, que dá as boas vindas às ondas porque sabe navegá-las sem perder o balanço.

Deve-se ter serenidade e um limite em tudo; então poderá ver como sua vida se transformará completamente.


SRI SWAMI SATCHIDANANDA
Mestre de Yoga

Texto 3 - módulo 3

CONSCIÊNCIA

Tudo é consciência infinita. Não existe quem percebe e quem seja percebido. É o grande silêncio, o estado sem nascimento e sem morte.

Tudo aquilo que chamamos inconsciente, consciente e supraconsciente, são diferentes estados de expressão desta consciência infinita. Assim como em uma pessoa existem a consciência e a inconsciência – em se tratando de um microcosmo – o macrocosmo também tem Consciência Cósmica e níveis inferiores, os quais se manifestam como animais, plantas e minerais, entre outros.

Consideremos o caso do oceano. É pura água que adota formas de ondas altas ou pequenas, espuma ou borbulhas, gelo que flutua ou vapor que se converte em nuvem. Estas são somente manifestações temporais da mesma água do mar.

Essa unidade espiritual é que há de ser compreendida. Ela é a meta de nossa vida. O ser humano pode alcançar tal nível de compreensão, que o capacitará a entender esta admirável verdade.

Só ele tem livre arbítrio para aceitá-la ou recusá-la. Assim, quando o ser humano recusa, fracassa. Esses fracassos finalmente o forçam a voltar-se para esta verdade. A compreensão de tal verdade é o estado sem nascimento nem morte. Neste estado, não existe o passado, nem o presente e nem o futuro. Não há ano novo e nem ano velho. Simplesmente o AGORA, AQUI.

Na mente humana existem distintos níveis. Um aspecto da mente sempre está consciente de sua verdadeira natureza, a qual é consciência infinita. De fato, você está dividido. O que você chama de seu verdadeiro eu é diferente de seu pequeno eu. Existe um Eu com maiúsculas e um eu com minúsculas.

A mente está dividida em diferentes níveis. Uma parte deseja algo; outra tudo discerne; a terceira parte, o eu, quer a posse: “Bem, ainda que eu não necessite, gostaria de obtê-lo”. É a mesma mente, só que está funcionando em diversos níveis. A soma total das partes da mente, na terminologia sânscrita denomina-se CHITTA. Inclui a consciência, a subconsciência e a inconsciência.


SATTWA

Em toda natureza há três qualidades que também se aplicam à mente. Os termos sânscritos para elas são: TAMAS, RAJAS e SATTWA. Tamas é a obscuridade total ou ignorância. Rajas é o outro extremo, corresponde à inquietude ou excessiva atividade. Sattwa é tranquilidade, ter ambos os lados bem equilibrados: quando você está relaxado e, ao mesmo tempo, ativo.

Essa mescla harmoniosa de atividade e relaxamento se chama tranquilidade, pureza mental.

Essas três qualidades não são totalmente diferentes umas da outras. É a mesma mente, em diferentes estados, algo assim como o gelo, a água e o vapor. O elo representa o TAMAS: está condensado, congelado, não pode se mover. A água é como RAJAS: corre para aqui e para lá. Nunca para cima, sempre para baixo. O vapor SATTWA ascende, sobe. Como o vapor, SATTWA é representado pela cor branca.

O mesmo se sucede no caso da mente. Quando você está sereno, a mente adota a qualidade SATTWICA por natureza, mas, quando se inquieta, se converte em RAJASICA.

Se você está sonolento, pesado, é porque a mente está TAMASICA. Não devemos permitir que a mente adote os estados TAMASICO e RAJASICO; convém que sempre mantenha sua qualidade SATTWICA.

Em algumas ocasiões pode ser que você tenha um bonito sonho ou uma visão muito satisfatória. Será que se trata de um truque da mente? Não a culpe sempre. Com assiduidade produz coisas belas. Em certas oportunidades é uma boa ajudante. Quando está no nível puro ou SATTWICO, se converte em sua melhor amiga. Quando está no nível RAJASICO começa a lhe trazer problemas. A mesma mente pode ser sua amiga ou inimiga. Você deve analisá-la. Pergunte-se: “Esta visão, desejo ou experiência me ajudará ou me causará dificuldades?”. Use sua inteligência. Se a experiência irá lhe trazer perturbações, problemas, então é um truque da mente. Ignore-a. Mas, se tratar-se de algo útil, aceite-a.

Mesmo quando na mente predominam, alternadamente, as qualidades SATTWICA, TAMASICA e RAJASICA, uma de suas partes é sempre SATTWICA. Essa parte diz à outra: “Sou feliz desta maneira. Por que oscilas entre a quietude e a sonolência?”. A parte SATTWICA é desprovida de vai e vem. Sempre permanece calma. Inclusive, mesmo nas ocasiões em que sua vida pareça oscilar você está sempre unido ao eu pacífico que não se altera com as oscilações.

Yoga significa estar unificado. Com o Yoga é possível se unir com o que você quiser: dinheiro, renome, fama, outras pessoas, propriedades, o quanto você almejar. Tudo é possível com o Yoga. Mas se unir com tudo que deseje fora de você não será possível até que o Yoga ou unificação ocorra primeiramente dentro de seu ser. O que deseja ver em seu exterior deve suceder-se primeiro em seu interior. Por favor, lembre-se desta regra de ouro porque, afinal, o que há no exterior?

Somente sua própria projeção. O mundo todo é o que você projeta. Não há nada na tela até o momento em que você projeta o filme através da mente, com a forma, o tamanho, a densidade ou a pureza de sua mente. Se você registra boas notícias, cenas e histórias agradáveis, tudo será belo no exterior. Se for isso que você deseja ver em seu exterior, deve então desenvolver primeiro em seu interior, para que logo seja possível projetá-lo.

Os seres humanos são animais pensantes. O homem não se caracteriza apenas por possuir um corpo, mas sim, porque é a sua mente. As escrituras sânscritas dizem: “Como é a sua mente, assim é o ser humano”. Este é o motivo pelo qual deve corrigir primeiro seu pensamento. Daí ser o Yoga interno muito necessário. Por tanto, dirija sua mente sempre até o interior.

Não é preciso preocupar-se a cada momento pelos outros. O que você almeja encontrar no exterior está em você. Se desejar ver a DEUS, veja-o em você. Ele é a imagem dentro de você mesmo. Conheça a sua imagem verdadeira.


SRI SWAMI SATCHIDANANDA
Mestre de Yoga

Texto 2 - módulo 3

Paciência

Paciência é a habilidade de resistir às dificuldades encontradas no caminho e de se conter diante de abusos praticados por outros a vós.

Várias estórias são contadas da extraordinária paciência do Bodhisatva*.

Um rei bêbado acordou e encontrou suas servas sentadas ao pé de um sábio. O rei demandou saber a doutrina que ele pregava e o sábio respondeu que pregava a paciência. O rei pediu-lhe que definisse paciência e o sábio respondeu que paciência era não se enraivecer frente a abusos e maus tratos. Determinado a testar o comprometimento do sábio a seus ensinamentos, o rei ordenou que o chicoteassem com espinhos e, em seguida, que seu executor lhe cortasse as mãos, depois seus pés, seu nariz e então suas orelhas. A cada vez ele perguntava ao sábio o que ele pregava, o sábio respondia que ele pregava a paciência e que paciência não seria encontrada em suas extremidades amputadas. Antes de morrer, o sábio desejou ao rei longevidade. Buddha foi o tal sábio em uma vida anterior. De fato, é dito que se Budha fosse flanqueado por suas pessoas, onde uma delas massageasse seu braço direito com óleos aromatizantes e outra apunhalasse seu braço esquerdo com uma faca, ele observaria ambas igualmente.

Sãndideva expõe um interessante argumento em prol da paciência e contra a raiva.

Quando alguém nos bate com um bastão, ficamos nervosos com o bastão ou com a pessoa que segura o bastão? Ambos são necessários para a dor ser infligida, mas só ficamos com raiva do agente da nossa dor, não do instrumento. Entretanto, a pessoa que move o bastão é, por si própria, movida pela raiva; ela serve como seu instrumento. Se estivéssemos direcionando nossa raiva contra a causa mor da nossa dor, deveríamos, então, direcionar nossa raiva contra a raiva.

Ele também diz que, de acordo com a lei do Karma, tudo de não-prazeroso que acontece conosco é um resultado de nossos próprios feitos passados. Por isso a pessoa que nos fere é, na verdade, somente o conduto inconsciente de nossa própria não-retidão, retornando na forma de sentimentos de dor. Por ferir-nos, a outra pessoa, por si própria, incorrerá em um karma negativo pelo qual ela terá de pagar no futuro. Se nós respondermos com raiva, estaremos plantando as sementes para nosso próprio sofrimento futuro, assim como causando mais dor à pessoa que já terá de sofrer pelo ferimento que nos causou. Raiva é, portanto, autodestrutiva; um momento de raiva pode destruir grande quantidade de virtudes acumuladas através de muitas vidas.

Sãntideva descreve um mundo coberto com pedras pontiagudas. Para andar sem cortar os pés existem duas soluções. Pode-se cobrir todas a superfície do mundo com couro ou pode-se cobrir as solas dos próprios pés com couro. O mundo está cheio de inimigos, aqueles que nos criticam em vários níveis. Para evitar o dano causado, a nós mesmos e aos outros, respondendo com raiva, existem duas soluções: pode-se destruir todos os inimigos ou pode-se praticar a paciência.

(*) Bodhisatva (sânscrito): Aquele que tem a intenção de atingir a iluminação. Aquele que, com compaixão, fez seu voto para se tornar um buddha, mas ainda não se tornou.


Extraído do livro “A História o Budismo”.

Texto 1 - módulo 3

YOGA SUTRA DE PATHANJALI

CAPÍTULO 1, SUTRA 2

YOGAS CITTA VRTTI NIRODHAH

YOGAS = Yoga; CITTA = da substância mental; VRTTI = alterações; NIRODHAH = contenção

1. Satchidananda:

A contenção das alterações da substância mental é Yoga.

O aquietamento das ondas mentais é Yoga.

Yoga é a mente livre de distúrbios.

2. Sivananda:

O Yoga é a supressão dos turbilhões mentais.

3. Vishnudevananda:

O Yoga consiste em suprimir a atividade da mente.

4. Vivekananda:

Yoga é impedir que o estofo mental tome formas variadas.

5. Lin Yutang:

Yoga é impedir que a substância mental tome formas variadas.

6. Satya Prakash:

Yoga é a inibição das funções da mente.

7. M. E. Benitez:

O Yoga é a detenção das funções mentais.

8. Padmananda:

O Yoga é o controle das ideias no espírito.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Torta integral de banana



Ingredientes

2 xícaras chá de aveia em flocos finos

- 2 xícaras chá de farinha integral

- 1 xícara chá de açúcar mascavo

- ¾ xícara chá de óleo de milho

- 800 gramas de banana nanica madura

- 80 gramas de ameixa preta

- Canela em pó

Para cobrir-

2 ovos

- ½ xícara chá de leite

- 2 colheres sopa de açúcar mascavo


Preparo

Misture os ingredientes secos e acrescente óleo aos poucos, fazendo uma farofa com as mãos (se achar muito seco, pode colocar um pouquinho a mais de oleo). Numa forma refratária, coloque metade da massa, apertando levemente com as mãos. Cubra com fatias finas de banana, polvilhando canela e ameixa picada. Vc pode polvilhar granola, aveia, regar com mel... Depois, coloque o restante da massa e mais uma camada de banana (mesma coisa.. se quiser coloque ameixa, passas, aveia, linhaça, etc). Despeje por cima uma mistura do leite, ovos , e então asse em forno médio por 20 minutos e depois baixe o fogo até dourar. Essa receita é metade da que levei pro curso.

Paz
Isabella